Nem tudo foi feito para entreter.
Às vezes, você vai participar de um curso, uma palestra ou uma aula e vai ficar entediado. Pode ser que o orador não seja carismático, que a voz dele dê sono ou que o conteúdo, simplesmente, não seja extremamente do seu interesse. Talvez não tenha sido feito para ser divertido. Não espere sempre por entretenimento.
Vivemos evitando dores e procurando prazeres. E aplicamos essa verdade a tudo. O aprendizado não foge à regra.
Esperamos por algo que nos cative, encante e faça rir. Mas nem sempre é assim. Quando percebemos que podemos, sim, aproveitar um conteúdo, absorvê-lo e colocá-lo em prática, mesmo que não tenha sido divertido, criamos consciência de que nem tudo precisa entreter. E isso não faz de um conteúdo algo ruim.
E se fizéssemos o contrário? E se transformássemos o entretenimento em um momento de aprendizado?
Que tal usar alguns momentos de lazer e distração para aprender… Sabe aquela hora vaga em que você gosta de ouvir um podcast? Que tal assistir a uma entrevista com um psicólogo, um escritor, alguém que traga não apenas entretenimento, mas também conhecimento e reflexão?
Tenho tentado me cercar desse tipo de conteúdo. Não que eu seja uma nerd intelectual, super madura e desenvolvida… Ah, que gracinha a pessoa exemplar e culta! Não é isso. Mas tento consumir mais conteúdos que me agreguem — e, assim, eu me entretenho. Acaba sendo divertido, porque gosto de passar a saber o que antes não sabia. Gosto de usar meu tempo com coisas que me ajudam a crescer. Isso é divertido!
É bom aproveitar o tempo livre fazendo algo útil.
Foto: Alex Perez, Unsplash