Quando me perguntam o que faço da vida, a resposta é “Eu leio e escrevo”.
Depois disso…
Sou uma mente inquieta tentando colocar alguma ordem naquilo que vivo e experimento. Estou obcecada por escadas, implicante com séries e filmes ruins e crítica à clichês de redes sociais.
Sou contraditória muitas vezes. Volto e criou novas sequências que possam fazer algum sentido.
Eu também observo, falo com frequência e me arrependo. Muitas vezes, me arrependo.
Vou à praia sempre que possível, compro coisas novas poucas vezes. Gosto de promoções.
Vendo o que não uso mais.
Vou ao ginásio, bebo água, caminho. Faço as contas de quantos dias eu tô nessa.
Aliso o meu cabelo, pinto as unhas de vez em quando. Jogo Cody Cross, compartilho figurinhas engraçadas no Whatsapp.
Crio letras de músicas enquanto durmo. Penso constantemente “Ai, nossa.”
Pulo quando estou muito feliz. Mas ás vezes chegou a virar estrela, quando estou mesmo mesmo feliz.
Não ganho nada com isso.
Quando não estou ocupada gerindo meus afazeres de vida, vou para as funções remuneradas.
Mas esse não deve ser o assunto que alguém gostaria de tratar quando me pergunta “o que eu faço da vida?”.
Certo?
Foto: Julian Myles via Unsplash







