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Futebol: precisão ou emoção?

Futebol: precisão ou emoção?

A tecnologia vai eliminar ou alimentar ainda mais a paixão pelo esporte?

A Federação Paulista de Futebol (FPF) anunciou algo inédito no Brasil: a implementação do sistema de impedimento semiautomático nas finais entre Corinthians e Palmeiras no Paulistão. Após a polêmica marcação de um pênalti na semifinal, validada pelo VAR, fica evidente que a tecnologia segue firme na missão de garantir mais precisão no campeonato, tendo controvérsias ou não.

O sistema funciona com câmeras instaladas abaixo do teto do estádio. Essas câmeras rastreiam todos os 22 jogadores em campo, registrando 29 pontos de dados em cada um deles para calcular suas posições exatas.

Os pontos mapeados incluem membros e extremidades relevantes para a marcação de um impedimento, como braços, dedos dos pés, joelhos e cabeça. Com isso, o sistema consegue determinar, a qualquer momento, a posição exata de um jogador.

A tecnologia processa esses dados em tempo real por meio de uma Inteligência Artificial, que gera um alerta ao VAR caso detecte impedimento. A partir daí, cabe à equipe de arbitragem validar se o ponto de chute e a linha de impedimento estão corretos antes de informar o árbitro.

O uso da tecnologia nos esportes não é novidade

Diversos campeonatos internacionais, incluindo a Copa do Mundo, já adotam sistemas capazes de eliminar qualquer dúvida em lances decisivos. Mais do que garantir precisão, a tecnologia também se tornou uma ferramenta estratégica para análise de desempenho e tomada de decisões antes e depois das partidas.

A paixão pelo futebol com o diferencial brasileiro

No futebol, especialmente no brasileiro, onde a emoção está profundamente enraizada, qual é o impacto da tecnologia? Será que a precisão absoluta não roubaria parte da paixão que move os torcedores?

Além disso, a tecnologia pode ser justa? Afinal, há nuances e subjetividades que só um olhar humano consegue captar. Seria essa a fagulha viva, que na verdade não anularia, mas alimentaria ainda mais os ânimos dos amantes do esporte? Talvez ainda haja espaço para precisão e emoção permanecerem juntas, afinal. Quem sabe?

O certo é que sempre haverá necessidade de supervisão humana. Encontrar o equilíbrio entre a rigidez dos algoritmos e a sensibilidade da arbitragem segue sendo um desafio – não só para o futebol, mas para o esporte como um todo.

Foto: Bence Balla-Schottner, Unsplash

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